O Contato Físico e a Dança

Dada a atual situação, peguei-me pensando em quanto esse distanciamento mexe não só com o nosso emocional mas também com o nosso físico. 5 diaS em casa e as dores nas costas começaram, afinal, o tempo sentada deve ter triplicado. Vejo a cada dia artistas se mobilizando para dar aulas on-line, lives, desafios… e venho tentando, ao máximo, fazer ações que possam ser de longo prazo para que continuemos conectados e focados nos nossos objetivos, afinal, quarentena não significa férias.

Porém, por outro lado, não poder tocar, estar pessoalmente presente me causa um vazio imenso. Sou totalmente a favor do digital, mas não como substituição do real e sim uma forma de potencializar as relações. Aula on-line é massa, mas a energia ao vivo, os abraços ao chegar na dança, nada substitui. Espero continuar motivada e animada com as ações on-line para suprir um pouco dessa falta. Conto com meus alunos e amigos para apoiarem as ações. Nós precisamos uns dos outros.

Pra quem não sabe, além de tudo moro só. Então o isolamento É REAL. The shit is getting real b**. Você, professor, aluno, interessado por arte, faça parte dessas movimentações virtuais para continuarmos esperançosos em meio à um início de ano caótico! Difícil não ter certeza das nossas viagens, competições, ensaios, aulas! Tudo aquilo que nos MOTIVA no dia a dia! Quanto a mim, continuarei criando. Desde que me lembre, situações difíceis me trouxeram grandes trabalhos. Desgarrar-se do conforto é doloroso, mas também desafiador de um jeito “bom”. Não caiam no esquecimento, na inércia e não se habituem a achar que o mundo precisa mudar para suas atividades continuarem. Nós que precisamos mudar. Na empatia, na consciência, na velocidade, na responsabilidade… para enfim retornarmos para os tablados, linóleos, aviões e novos ares. Até!

Por Manu Gadelha ~ @manugadelha


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